Um Ponto De Fuga

quarta-feira, julho 13, 2005

Invocar em Abstracto

É interessante comparar os monumentos Arquitectónicos antes e depois do Pós-Modernismo, se no primeiro espaço temporal, o valor do monumento era sublinhado pela história do Lugar, ou de qualquer ritual que lhe era associado, o segundo espaço temporal é marcado pelo vazio do conteúdo explicitamente histórico, o seu sentido é dado e exposto pelo autor e nunca pelo peça em si.
Conseguem associar a obra de Eisenman ao genocídio Ariano, em relação aos Judeus, sem um background informativo propalado pelos média?

The honest thing is, it’s not how I feel,” he says. “What’s going to be interesting is, like, you, walking in the field. People haven’t walked in the field. You’ve got to walk in the field to see how you feel. You’ve got to be in it.” The field he refers to is the 2,000 sq m city block just south of the Brandenburg Gate that is now occupied by 2,750 concrete monoliths – Berlin’s main monument to the murder of Jews by the Germans under Nazism. The memorial has been one of the most controversial architectural projects of recent years, dogged by political interventions, changes of government, and arguments hinging on Germany’s collective guilt over the Holocaust. The project was even halted for a month when it was discovered that Degussa, the manufacturer of the anti-graffiti coating used on the memorial, owned a company that supplied Zyklon B nerve gas to extermination camps before and during the Second World War.(...)
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1 Comments:

Anonymous Miguel disse...

Esquecendo a problemática pós-pós-modernista, o facto é que o "monumento" do senhor Eisenmann esquece todo e qualquer sentido de lugar, de vivência ou mesmo de cidade. A obra, espalha-se pelo seu sítio e apresenta-se assustadoramente macabra...

Seria, de certa forma, como se decidissem plantar um cemitério na Avenida da Liberdade... Isto, após a remoção de um qualquer edifício, uma vez que, para desconexão, o efeito seria o mesmo...

Tive oportunidade de passar junto ao "monumento" de Berlim no último Verão. Ainda fechado, apresentava-se já descontextualizado e, simplesmente, assustador...

Sim, os alemães (ou os Nazis) mataram milhões de judeus... Mas é parece-me completamente exagerada e mesmo sem sentido a construção do "jardim". Quem ficou bem prejudicado foram os banqueiros que habitam o edifício de Gehry... mesmo em frente, do outro lado da rua...

13/7/05 23:24  

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