Um Ponto De Fuga

quarta-feira, maio 04, 2005

Mezzanine

Os anos 90, foram por excelência o paraíso da música Urbano/Depressiva, não por que tal categoria seja inexistente nos anos precedentes, mas antes porque nunca na história da Música, de forma tão clara, alternativa e patente, um dado estilo musical fora a imagem de uma década, numa corrente Musical; o Trip-Hop.

Massive Attack, Portishead e Tricky... imiscuíram as influências do Hip Hop puro, em ritmos destituídos de gravidade, com os baixos patentes e por fim, adicionaram as dimensões das vozes femininas, sem a métrica da rima Hip Hop, que tornou o Trip Hop não só acessível, mas consumido em massa.
Mezzanine, dos Massive Attack, é um álbum pós-efervescência Trip-Hop, editado em 1998, que colocou novas balizas, ligando de forma alternativa o grupo à electrónica dançante e à perfeição técnica sobre a forma de música.
It all begins with a stunning one-two-three-four punch: "Angel," "Risingson," "Teardrop," and "Inertia Creeps." Augmenting their samples and keyboards with a studio band, Massive Attack open with "Angel," a stark production featuring pointed beats and a distorted bass line that frames the vocal (by group regular Horace Andy) and a two-minute flame-out with raging guitars. "Risingson" is a dense, dark feature for Massive Attack themselves (on production as well as vocals), with a kitchen sink's worth of dubby effects and reverb. "Teardrop" introduces another genius collaboration -- with Elizabeth Fraser from Cocteau Twins -- from a production unit with a knack for recruiting gifted performers.
..."Inertia Creeps" could well be the highlight, another feature for just the core threesome. With eerie atmospherics, fuzz-tone guitars, and a wealth of effects, the song could well be the best production from the best team of producers the electronic world had ever seen.

As músicas, de tão únicas, escamoteavam de forma invulgar as suas influências; samples, linhas de baixo distorcidas, eletrónica minimal de inexorável perfeição e uma panóplia de vozes, orquestravam em simultâneo com um ambiente negativista, subtraído de luz e beats tensos.
Mezzanine é tão somente a único álbum, que define o melhor do Trip-Hop, essencial em qualquer lista dos 90´s... e vindo esta opinião de um rocker de eleição, a mesma não pode oferecer mais sintomas de isenção.

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